Mitologia Grega – Histórias e Lendas dos Deuses | Resumo

A mitologia grega é, sem dúvidas, um dos mais notáveis e fascinantes agrupamentos de lendas, contos e personagens. Apresenta centenas de deuses, deusas, heróis e criaturas fantásticas.

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Figuras como Zeus, Afrodite, os Ciclopes ou a Medusa são reconhecidos mesmo por quem não tenha lido seus contos. São personagens que existem há milênios. A seguir, apresentaremos a origem da mitologia grega.

Mitologia Grega – Origem

Como descrito acima, os mitos dos deuses, heróis e criaturas mitológicos existem há milênios e são bastante conhecidos. Mas o que nem todo mundo sabe é: quem inventou todos esses mitos?

Segundo historiadores, é muito difícil precisar quem foi – ou foram – o autor responsável. Alguns pesquisadores atribuem a autoria dos mitos à Homero, poeta épico que viveu entre os séculos IX e VIII a.C. Contudo, o único registro que se tem é que Homero foi o primeiro autor a produzir uma obra que utilizava os personagens da mitologia grega.

A contribuição dos poetas e filósofos

Depois de Homero, outros importantes escritores gregos e até romanos, como Ovídio (considerado, depois de Homero, o que mais contribuiu para os estudos acerca da mitologia grega). Alguns filósofos, como Platão, também contribuíram com suas obras e, graças a eles, temos hoje um vasto e precioso material sobre os deuses e mitos gregos.

Homero

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Homero é o mais antigo e o maior dos escritores gregos. As suas duas epopeias (A Ilíada e A Odisseia) consagraram os mitos dos deuses gregos do Olimpo e exerceram uma influência sem paralelo em todos os escritores gregos e romanos que se lhe seguiram.

A Ilíada

A Ilíada conta uma parte da guerra feita pelos gregos contra os troianos, a partir de um episódio relativamente sem importância: a cólera de Aquiles contra Agamenon. São as seguintes passagens mais célebres da epopeia: o confronto entre os dois chefes gregos.

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Também são descritos outros fatos bastante relevantes na mitologia grega: o combate durante o qual a deusa Afrodite e o seu filho Enéias são feridos; a despedida de Heitor e Andrômaca; a morte de Pátroclo, morto por Heitor; a descrição do escudo de Aquiles; o combate entre Heitor e Aquiles, seguido das honras fúnebres feitas a Pátroclo.

A Odisseia

A Odisseia, mais romanesca, conta a busca de Ulisses pelo seu filho Telêmaco; as errâncias de Ulisses, que tenta regressar à sua ilha de Itaca onde o espera a sua fiel esposa, Penélope, e o regresso do herói à sua pátria.

As obras mais completas sobre mitologia grega

Estes dois extensos poemas são verdadeiras antologias da mitologia grega. Eles incorporam inúmeros mitos de heróis e seu retrato dos deuses gregos estabeleceu desde então a base literária e artística para todas as representações do panteão olímpico.

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Os próprios poemas, fruto de uma longa tradição oral, talvez tenham assumido sua forma mais ou menos definitiva no século VIII a.C. – sendo a Ilíada um pouco anterior à Odisseia. O texto escrito foi provavelmente editado em Atenas na época do tirano Pisístrato, durante a segunda metade do século VI a.C.

Hesíodo

Hesíodo foi um poeta da Beócia que viveu no final do século VIII, talvez por volta de 700 a.C., autor de dois textos fundamentais para os estudos acerca da mitologia grega. Sua obra Teogonia é a nossa mais rica fonte para a relação de Zeus e  os deuses gregos do Olimpo, com seus predecessores, os Titãs e outras divindades.

Conta igualmente como Zeus assumiu o poder supremo e organizou o Olimpo. Os Trabalhos e os Dias contém o mito de Pandora, a primeira mulher, bem como o mito das raças, que conta as origens do Homem e apresenta a sua história como uma longa decadência.

Píndaro

Poeta lírico da primeira metade do século V a.C., autor de quarenta e cinco Odes Triunfais ou Epinícios, dedicados aos vencedores dos grandes jogos pan-helênicos.

Do ponto de vista da mitologia grega, a importância da sua obra iguala a de Hesíodo; com efeito, a propósito dos feitos esportivos, que ele exalta naquilo que eles possuem de universal e de simbólico, recorre constantemente aos mitos e aos ensinamentos morais que deles se pode tirar.

Ésquilo

Poeta grego (525-456 a.C.), escreveu cerca de oitenta tragédias, das quais nos restam sete: Os Persas, Os Sete contra Tebas, As Suplicantes, Prometeu Acorrentado, Agamenão, As Coéforas e as Eumênides, formando estas três últimas uma trilogia chamada Orestia. Todas as peças de Ésquilo (à exceção de Os Persas) vão beber na fonte da mitologia grega.

Historiadores da mitologia grega

As principais fontes gregas em prosa são os historiadores e mitólogos. Os mitólogos foram compiladores tardios de manuais de mitologia grega. De suas obras, a atribuída a Apolodoro, com o título de Biblioteca, parece ter sido composta por volta do ano 120 d.C. e é ainda valiosa para nós.

A Descrição da Grécia, de Pausânias (c.150 d.C.), inclui diversos mitos em seu levantamento dos sítios religiosos e obras de arte ali contidas.

Platão e os mitos gregos

Os filósofos, sobretudo Platão (século IV a.C.), utilizavam mitos gregos com propósitos didáticos. Platão desenvolveu com base na tradição dos contos religiosos o “mito filosófico” como forma literária distinta.

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Seu mito de Eros, por exemplo, é uma alegoria filosófica sobre a alma e a existência após a morte. Reveste suma importância como prova das crenças no Além e suas origens se perdem no passado remoto, em particular nas especulações das doutrinas pitagórica e órfica.

Virgílio

O poeta romano Virgílio, em sua descrição do outro mundo, combina a mitologia tradicional desenvolvida a partir de Homero com especulações místicas sobre nascimento e reencarnação encontradas em filósofos como Platão.

Mitologia grega contada por autores romanos

Os autores gregos são a base de nosso conhecimento sobre mitologia grega. Não obstante, os escritores romanos foram algo mais que imitadores. Virgílio (70-19 a.C.) desenvolveu a história do herói troiano Enéias em seu épico Eneida. Desse modo, preservou a saga da queda de Troia, uma parte do ciclo épico grego ora perdida para nós.

Ovídio

O contemporâneo de Virgílio, Ovídio (43 a.C-17 d.C.), é para a mitologia grega a fonte isolada mais importante depois de Homero. Com efeito, seu poema Metamorfoses, completado por volta do ano 8 d.C., provavelmente exerceu mais influência que o próprio Homero na obra de representação dos mitos gregos na literatura e na arte.

Espécie de epopeia, o poema inclui mais de duzentas lendas dispostas num quadro cronológico livre, desde a Criação até a época do autor. Muitas das histórias que nos são mais familiares provêm de Ovídio: a de Eco e Narciso, Apolo e Dafne, Píramo e Tisbe, etc.

Ecletismo das fontes sobre mitologia grega

Essa herança literária é obviamente riquíssima e variada. Os contos religiosos de Hesíodo contrastam, por sua severidade, com os relatos sofisticados de Ovídio. A lenda histórica de Heródoto difere na essência da história lendária de Homero.

O mito filosófico de Platão e a narrativa romântica de Apuleio revelam tendências espirituais díspares. Os cenários dramáticos de Esquilo e Sêneca são mundos à parte. No entanto, todos esses autores, de diferentes épocas e formações artísticas, enriqueceram o legado eclético com base no qual podemos hoje estudar a fundo a mitologia grega.

Mitologia grega – a origem do mundo

 

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