Afrodite – Deusa do Amor e da Beleza | Deusa Vênus

Afrodite (também chamada de Vênus), a deusa do amor e da beleza, é conhecida por ser a mais bela e sedutora das deusas gregas. A seguir, apresentaremos tudo sobre a deusa da mitologia.

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Origem da deusa do amor

Na mitologia grega, Afrodite era a personificação do ideal grego do amor, sendo também considerada a deusa da beleza. Nasceu de Urano, cujos órgãos sexuais, cortados por Cronos e lançados ao mar, deixaram escapar a semente divina; misturada com a espuma das ondas, gerara uma deusa de beleza radiosa. Tão logo nasceu, foi levada pelas ondas para Citara e, em seguida, para Chipre.

As Horas acolheram Afrodite com alegria e cobriram-na de vestes imortais. Em sua cabeça divina depositaram uma bela coroa de ouro finamente lavrado; nos orifícios das orelhas, enfiaram flores de oricalco e ouro precioso; ornaram-lhe o colo e a garganta com os colares de ouro com que elas próprias se ataviam, quando vão juntar-se ao coro sedutor dos deuses gregos do Olimpo, na morada de seu pai.

Afrodite e os deuses gregos do Olimpo

Depois de revestir o corpo da deusa do amor com todos esses mimos, conduziram-na para junto dos imortais. Eles a receberam jubilosos e estenderam-lhe as mãos: cada qual queria fazer dela sua esposa legítima e levá-la consigo, a tal ponto os impressionou a beleza da deusa da beleza, coroada de violetas.

A mais bela e sedutora das deusas gregas

Em geral, Afrodite é a deusa da beleza, do amor e do casamento. Seu culto era universal no mundo antigo, mas seus aspectos variavam. Em Corinto incentivava-se a prostituição sagrada no templo da deusa; em Atenas, ela era uma divindade séria e respeitável, protetora do matrimônio e do amor conjugal.

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Grande era a sedução de Afrodite, que possuía um cinto mágico de irresistíveis poderes: na Ilíada, Hera pede-o emprestado para conquistar o marido, Zeus. A variedade de concepções da deusa do amor reflete-se tanto na escultura quanto na literatura. Os ídolos arcaicos, como os de outras deusas da fertilidade, são grotescos em sua exageração dos atributos sexuais.

Representações artísticas

Na arte da mitologia grega, a deusa do amor é retratada como uma formosa mulher, quase sempre vestida. Por volta do século IV a.C., aparece nua ou seminua, idealização da feminilidade. O escultor Praxiteles foi o principal responsável pela consagração desse tipo, extremamente sensual com suas curvas suaves e voluptuosas.

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Como tantas vezes ocorria no mundo antigo, depois que um mestre captava uma concepção universal ela era interminavelmente reproduzida com ou sem variações significativas. As Cárites (Khárites) e as Horas ou Estações (Horae) são frequentemente associadas a Afrodite, como suas serviçais. As Cárites, quase sempre em número de três, personificam aspectos da amabilidade.

As Horas, filhas de Zeus e Têmis, às vezes mal se distinguem das Cárites, mas apresentam identidade mais clara quando aparecem como as Estações (nesse caso, em grupos de duas, três ou quatro). Hores significa “horas”, portanto “tempo” e em última análise “estações”.

Príapo, filho de Afrodite

Os aspectos mais elementares e físicos da natureza de Afrodite, deusa da beleza, aparecem em seu filho Príapo. O pai dele pode ser Hermes, Dioniso, Pá, Adônis ou mesmo Zeus. Príapo é um deus da fertilidade, em geral descrito como de aparência disforme e exibindo um falo escandalosamente ereto.

Sua estátua vigia os jardins e as portas das casas: é em parte espantalho, em parte propiciador de sorte e em parte guardião contra os ladrões. Tem, pois, algo em comum com Hermes. Também lembra Dioniso e Pá, a ponto de às vezes confundir-se com eles.

Qualquer que seja a origem de Príapo em termos de reverência sincera e primitiva aos poderes masculinos da geração, as histórias que correm a respeito do filho da deusa do amor são frequentemente cômicas e obscenas. Na sociedade frouxa da antiguidade tardia, seu culto pouco mais significava que pornografia sofisticada.

A deusa da beleza apaixona-se

Existem apenas três corações inacessíveis à influência de Afrodite: os de Atena, Ártemis e Héstia. Os demais, sejam de deuses ou deusas, ela os pode dobrar à vontade.

O próprio Zeus fez com que Afrodite se apaixonasse por um homem, pois não queria que continuasse se gabando de que, graças a seus poderes, unira mortais e imortais, sem que ela própria experimentasse esses amores humilhantes.

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Insuflou no coração da deusa do amor, pois, o desejo por Anquises, que apascentava seu gado nas encostas do monte Ida. A aparência dele fazia-o semelhante aos imortais: logo que o viu, Afrodite se enamorou, com o coração tomado por violento desejo. Foi-se para Chipre e entrou em seu templo perfumado (pois tem em Pafo um domínio e um altar perfumado).

Ceifou atrás de si as portas brilhantes: e foi lá que as Graças a banharam e untaram com o óleo imortal usado pelos deuses gregos eternos, esse doce líquido de imortalidade misturado a perfumes. Depois de envolver o corpo com os mais belos vestidos e toda enfeitada de ouro, a sorridente Afrodite deixou Chipre para lançar-se na direção de Tróia, cruzando rapidamente as alturas do céu, por entre as nuvens.

Afrodite busca por Anquises

A deusa do amor chegou ao Ida de mil fontes, que atravessou para alcançar o acampamento. Atrás dela marchavam, reverentes, os lobos cinzentos, os leões de pelo fulvo, os ursos e as rápidas panteras famintas de cervos: ao vê-los, Afrodite se rejubilou e encheu-lhes o peito de desejos. E eles se foram todos, aos pares, para a sombra dos bosques.

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Ela própria chegou ao bem-construído refúgio e encontrou ali, sozinho, o herói Anquises, que tinha a beleza dos deuses gregos. Os outros seguiam então seus rebanhos pelas pastagens; mas ele, só no acampamento, passeava tirando da lira sons melodiosos. A deusa do amor postou-se diante de Anquises tomando a aparência e o talhe de uma virgem, para que ele não a temesse.

Anquises apaixona-se pela deusa do amor

Maravilhado pela beleza e sensualidade indescritível de Afrodite, Anquises contemplava-lhe os nobres traços, o porte e o brilho das vestes. Ela envergava, com efeito, um manto luminoso, broches espiralados e flores mimosas.

Magníficos colares, de ouro cinzelado, ornavam-lhe o colo delicado; e, com uma suavidade de luar, sua tenra garganta luzia para gáudio dos olhos. O desejo apossou-se de Anquises, que sem mais conter-se lhe disse as seguintes palavras:

“Salve, ó Soberana que vens à minha casa, quem quer que sejas entre os numes bem-aventurados! E não serias tu, que aqui chegas, uma das Graças que acompanham todas as deusas gregas e ostentam o nome de imortais? Ou uma das ninfas que habitam os formosos bosques sagrados ou assombram esta montanha, as fontes dos rios e os verdes prados?

Numa colina que de todos os lados se veja, erguerei um altar para oferecer-te, a cada estação, belos sacrifícios. Mas agora dá, em tua benevolência, que eu seja entre os troianos um homem distinto; mais tarde, concede-me uma posteridade florescente, bem como o favor de viver longos anos felizes, alcançando o limiar da extrema velhice.”

Afrodite alega ser uma semideusa

Após ouvir tudo o que Anquises tinha dizer, Afrodite lhe respondeu:

“Anquises, ilustre entre os homens que nascem na terra, de forma alguma sou a deusa do amor. Mortal sou, e simples mulher aquela que me deu à luz. E meu pai, de nome glorioso, que talvez conheças de oitiva. Ele reina sobre toda a Frígia. Sei tua língua tão bem quanto a minha: era troiana a ama que me criou no palácio; tomou-me dos braços de minha mãe e nutriu-me durante a infância. Eis por que sei bem tua língua. Agora Hermes arrancou-me às danças da estrepitosa Ártemis.

Éramos um grupo numeroso de jovens e virgens que valem dotes polpudos; folgávamos, e em tomo de nós imenso círculo se fazia: foi ali que me raptou Hermes. Conduziu-me por uma imensidade de campos cultivados pelos homens mortais, terras aradas ou selvagens, assoladas por feras, ao fundo de vales sombrios; era como se meus pés não tocassem o chão, fonte de vida. “

Afrodite (Vênus) declara-se para Anquises

Afrodite, a deusa do amor, mostrou-se verdadeiramente apaixonada, declarando-se para Anquises:

“Disse-me que seria chamada esposa legítima no leito de Anquises e te daria filhos magníficos. Depois de assim instruir-me, foi-se Hermes juntar-se à raça dos Imortais; e eu, constrangida pela necessidade, vim até ti. Ah, suplico-te por Zeus e por teus nobres pais – criaturas humildes não poderiam ter tido um filho como tu -, toma-me virgem que sou, e ignara do jugo do amor, e apresenta-me a teu pai, à tua mãe e a teus irmãos, do mesmo sangue que o teu.

Não os decepcionarei, ao contrário, serei digna deles. Envia sem tardança um mensageiro aos frígios, a fim de dar a notícia ao meu pai e à minha mãe inquieta. Eles enviarão, cuido eu, ouro e tecidos em abundância: e tu, aceita esses ricos presentes como dote. Depois de assim proceder, manda preparar o festim das desejadas bodas, caras aos homens e aos deuses imortais.”

Anquises declara-se para a deusa da beleza

Com essas palavras, Afrodite instila o doce desejo no coração de Anquises. A deusa do amor conseguiu convencê-lo, que lhe retruca:

“A ser verdade que és mortal, que tua mãe é simples mulher, que teu pai é um deus de glorioso renome, conforme o afirmas, e se tal foi a vontade de Hermes, o imortal mensageiro que para aqui te trouxe, exibirás para sempre o nome de minha esposa. Ninguém, seja homem ou deus, conseguirá doravante impedir-me de me unir a ti, aqui mesmo e sem demora. Se o próprio Apolo vibrasse suas flechas dolorosas, eu prestes consentiria, ó mulher semelhante às deusas gregas, em desaparecer na morada de Hades depois de subir ao leito contigo.”

A essas palavras, tomou-lhe a mão; Afrodite voltou o rosto e avançou de olhos baixos para o leito bem-guarnecido: viam-se ali estendidas, para o repouso do príncipe, finas cobertas e, sobre os lençóis, as peles de ursos e leões, que ele abatera com suas próprias mãos nas montanhas.

Realizando a vontade dos deuses gregos do Olimpo

Uma vez no leito de sólida construção, ele começou por despir o belo corpo de Afrodite dos adornos brilhantes – broches, pulseiras, flores e colares; desatou-lhe o cinto e tirou-lhe a veste esplendente, que depôs sobre uma cadeira de pregos de prata. Em seguida, segundo a vontade e o desígnio dos deuses gregos, o mortal estirou-se ao lado de uma imortal, sem o saber!

Na hora em que os pastores, deixando os prados floridos, recolhem ao estábulo os bois e os carneiros, ela esparziu sobre Anquises um sono doce e profundo, enquanto retomava os trajes de bela feitura. Depois de recolocar todos os adornos, a deusa do amor se ergueu no refúgio, com a cabeça tocando o teto da sala. Em suas faces, brilhava uma beleza imortal.

Afrodite acordou Anquises e lhe disse: “Levanta-te! Por que dormes tão profundamente? Diz, sou tal qual te parecia ao começo? “Assim falou; ele obediente, apressou-se a espantar o sono mas, quando contemplou o pescoço e os formosos olhos de Afrodite, teve medo e desviou o rosto.

O relacionamento entre um mortal e uma deusa

Sob as cobertas escondeu o bonito rosto e disse-lhe, suplicante: “Desde o começo, quando meus olhos pousaram em ti, ó deusa do amor, reconheci a divindade; mas tu não me falaste com franqueza. Rogo-te, não me deixes viver impotente entre os outros homens; tem pena de mim, pois não floresce a vida daquele que dorme ao lado de deusas imortais!”

Mas Afrodite nada lhe fez. Continuaram a ser amantes por um longo período, pois os dois estavam apaixonados. Posteriormente, tiveram dois filhos, Enéias e Liro.

Afrodite (Vênus) – a deusa do amor e da beleza

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